03 May 2012

A insuportável existência do ser (II)

Cale-se a anedota parva, o dito engraçado, a piada tosca, rasgue-se a mentira, o logro, a esperança. Deixemo-nos de criancices, de patranhas, de lamurianço. Enfrentemos a vida como ela é: um arroto, um espirro, um peido, o intervalo entre a longa não-existência e a eterna morte. Não há sonho, não há Céu, não há amor, somente uma longa espera por coisa nenhuma na qual nos enganamos pensando haver coisa alguma, de quando em vez, não havendo, de facto, coisa; ou havendo coisa dá no mesmo; é murcha, bamba, pouca. Mataria de bom grado o resto de engano que ainda resta. Custaria menos existir.

24 April 2012

A insuportável existência do ser

Existir. Verbozinho irritante, de conjugação difícil, enquanto a primeira pessoa do singular for eu. Por estes dias, existe-se com tremenda desvontade, arranjando-se artimanhas indistintas, ou não. Também há sempre a estratégia da existência fingida ou retirada.
Deveria ser possível existir em dias alternados, ou então só à sexta-feira, de preferência à noite, ou ainda, muito espectacularmente, existir com interruptor (isso sim seria dignificante). Agora existo, agora não, agora existo, agora não. Só quando convém, só quando se está apresentável, ou mascarado, o que vai dar ao mesmo, só quando não se perturba os demais, só em caso de extrema necessidade e, ainda assim, a espaços, com muito esforço, quando o rei fizesse anos.
Existir é estúpido e desperdiçado em demasiadas ocasiões, que é como quem diz, em demasiadas existências, que é como quem diz, em existências como esta, que é como quem diz, eu.
Ora sucede que, em mandando, proibiria a existência torta ou estapafúrdia. Não quer existir? ZÁS! Já não existe. Existir é-lhe penoso? PUMBA! Acabou-se-lhe a existência. Existir traz-lhe problemas? CATRAPUM! Já não.

Viva a (des)existência... com o entusiasmo das reticências...


01 April 2012

funny ha-ha

sooooo.... people look away pretending not to know me and yet we shared saliva and such in days of yore... ain't that something!?

14 March 2012

Da escrita

Tem-me sido garantido, aqui e além, que deveria escrever, fazer disso actividade quotidiana e primeva, já que, diz-se, o faço de forma interessante, ou mesmo, apelativa, ou ainda, muito a propósito, ou por outra, muito ajeitadamente. Em jeito de pergunta retórica, já que o faço para o leitor inexistente (mas potencial dado o espaço onde o faço), interrogo(-me) sobre a pertinência de tais impressões, sobre a validade das mesmas e, ainda, sobre a verdade nelas encerrada. Será assim? E se assim for que utilidade daqui arranco? Como fazer isso de escrever se leio, por exemplo, Contos da Montanha, de Miguel Torga? Enfio-me no mesmo lote dos génios? Ou abeiro-me dos medíocres? Prosseguir na senda da escrita, valha-me Deus, o caminho segue por aí?

Reitero, leio os Contos da Montanha e arrepio caminho, vocês estarão loucos, certamente, não caberei nessa categoria enquanto por lá houver Miguel Torga. No fundo, é isso: a genialidade do verbo nesses outros, sim, escritores torna-me incapaz de ser escritora. Em não sendo genial, remeto-me ao silêncio.

Uma vez li, numa das muitas crónicas de Miguel Esteves Cardoso, que, na tentativa de aplacar a ira da crítica mais atenta ou simplesmente exagerada, alguns escritores davam títulos às suas obras como "Ensaio sobre...", "Notas... Apontamentos... Esboço... Breve Exposição", achando, assim que seriam poupados à má-fama, ao escárnio, à desdita. Seriam assim brandos os críticos, sendo afinal a sua obra uma mera experiência que, como tal, merece viver e morrer, mesmo não acrescentando nada a coisa nenhuma. A desculpa do título, reforçava MEC, era uma espécie de moinha que deixava prever o vazio do texto que aí vinha, justificando-se já à partida o autor, se a obra era pouca ou entortava para o mau. A propósito destes títulos, irritava-se muito MEC e parece-me que acertadamente: se é para fazer uma coisa torta, ainda para mais anunciando desde logo que será torta, na esperança de fugir à crítica, ficar quedo e mudo será sempre melhor opção. Tal como Miguel Esteves Cardoso, se é para produzir merda, mesmo pondo um aviso "Atenção: segue-se (se calhar, vá) merda", pouse-se a pena ou, modernamente, use-se o teclado para jogar, sempre diverte quem dedilha e não chateia as demais almas.

Há sempre uma parte em mim que pensa (ou que sabe) que escrever, escrever a sério, é acto praticado por quem de direito e não levianamente. Escrever de forma anónima, dirigida ao leitor inexistente, não causa mossa, não tem pretensão, não tuge nem muge. Com isso, vivo bem. Dar lugar à escrita séria, parece-me descabido, deslocado, equivocado na pessoa. Eu? Escrever a sério? Uma brincadeira, certamente. Mesmo se usasse títulos de misericórdia, não saberia conviver com a crítica, ainda para mais benevolente.

Posto isto, permanece o diálogo interno sobre a questão de escrever (ou não). Escrevinhar aqui não é o mesmo que escrever - e isso aplaca-me a sensação de conspurcar isso da escrita. Aqui me justifico.

24 January 2012

24 de Janeiro

Estudos há que confirmam ser este o dia mais deprimente do ano. Cálculos elaboradíssimos, altamente rigorosos, deram em axiomas inquestionáveis no tempo e no espaço, verdades para a eternidade, de onde se formou a ideia de que este dia, 24 de Janeiro, em todo o lugarejo onde exista um 24 de Janeiro, seja um dia nefando, horrpilante, depressivo, a esquecer ou mesmo a saltar no calendário.
Como se terá chegado a essa conclusão não me importa, nem tão-pouco se os famigerados cálculos seriam fidedignos. Importa-me a coincidência de me ter lembrado disso hoje, precisamente assinalando o dia que passa no dia que passa. E a importância, diga-se, é de fraca intensidade, já que tudo o que o humano jamais produziu, pensou ou concluiu, é de pouca ou nenhuma importância verdadeira. Digamos que, à falta de melhor, acontentamo-nos com o saber humano, tão elaboradamente estapafúrdio e inútil. Se não vejamos: as perguntas primevas mantêm-se inalteráveis: o que somos, para onde vamos, de onde vimos, porque existimos? Perguntavam-se os Aztecas, antes disso o Homo Habillis, depois disso os Gregos Antigos, mais tarde os Positivistas iluminados de Ciência Pura, em concumitância com todos eles, ou mesmo neles entrelaçados, os místicos, os religiosos, os pagãos, os indígenas xamânicos. Todos sempre com as mesmas questões por responder, todos na angústia da Verdade única inalterável e eterna. Daqui não passamos; sempre verdadeiramente ignaros, ainda que teimemos em estudos fidedignos, rigorosos e elaborados.

Hoje é um dia deprimente, demasiado igual a tantos outros, as boas-novas enganam pelo nome que apresentam; nada de novo debaixo do sol, muito menos de bom. Não é o dia, são os dias que se sucedem deprimentes, uns após os outros, em intervalos de dias solarengos que enganam, como de Inverno e saímos de casa, depois de espreitar pela janela o Sol tímido mas visível, e decidimos sair com o casaco fino, que o grosso pesa, e que diabo está Sol. Os dias enganadores dizem-nos que nos amam (ou nós queremos assim ouvir), dizem que os libertámos do escuro, que são nossos (ou assim cremos, dada a lamúria retórica), que somos deles (usando para isso vocábulos estrangeiros, mas que importa, somos deles!). Os dias solarengos, rápidos na passagem, perduram na memória dos dias tristes, deprimentes, de todos os dias negros que se lhes seguem, como um riso irónico, como um gozo mal-feitor que se ri de nós por termos acreditado na verdade dos dias felizes. Riem-se de nós, os dias 24 de Janeiro de todos os anos, antes deste momento, depois deste momento.

Os estudiosos de semelhantes estudos, além de terem ciência em bolso roto, desconhecem ou preferem não dar a conhecer que muito provavelmente o dia 24 de Janeiro é só um bode expiatório, um saco de levar pancada TOMA TOMA TOMA que és só tu que és mau e deprimente TOMA MORRE TOMA MORRE que os outros dias serão melhores, a promessa de amor que encerram, e tu TOMA TOMA MORRE VERME que não vales nada e nos deprimes. Mas deixa, cão, hás-de acabar como começaste, só duras 24 horas e depois vemos-te muito mais tarde. Toma, morre, cão danado, dia infame, que todos os outros dias nos são brilho.

Dia 24 de Janeiro de 2012, neste pedaço de ecran onde me encontro, o que vejo? Um amor não existido, um amor imaginado, um emprego banal e castrante, uma cabeça errante e em ruptura, uma vontade enorme de adormecer e não acordar. Não acordar nem amanhã, nem depois de amanhã, nem depois. 24 de Janeiro são todos os dias, acordar, então, para quê.

26 October 2011

memories consume like opening the wound

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It's a motherfucker

15 October 2011

"Olha que eu grito!!!"

Hoje irei para a rua gritar, que é já tempo de pegar em bandeiras e agitar. Revolta-me a maldade, a impunidade, a injustiça. Hoje estou mais revoltada que triste, ainda que vá para a rua exorcizar revolta e tristeza. De nada adianta mas em casa não consigo ficar.

O que fazem à minha pátria? Quem são estes bandidos, mal-feitores, mentirosos e aberrantes? De onde saíram? Quando sairão? Haverá mais disto? Por quanto mais tempo? Como pará-los? O que fazer? O que faço eu?

Gritarei para não chorar. E mesmo que chore, continuarei a gritar.

12 October 2011

nada a postar

Não ter nada para dizer, é dizível? Diz-se? Ou está-se quieto?


Na verdade, isto é o que eu quero dizer:

Edward Munch disse-o como eu haveria de querer ter dito, o grito.

01 September 2011

esconder ou não: pronto, posta-se.

Como estou a fazer tempo até que o próximo pacote de energia no Mafia W esteja disponível, resolvi vir dedilhar o teclado deste lado do ecran. Pelo meio, vou vendo as coisas como elas são ou como elas me parecem ser: amigos, quem são os amigos, como avaliar, como saber quem são, se quase não vejo ninguém.

Ter Facebook revela-se-me insuportável e mantenho-o apenas pelo jogo, que me vai mantendo, ironicamente.

Na verdade, liguei o computador a hora tardia na esperança de que um rasgo de inspiração ou clarividência me apontasse o caminho a tomar, já que, por estes dias (que serão semanas ou mesmo anos), vive-se o grande impasse; não sei para onde vou, o que irei fazer, onde está a solução. Agravou-se o nada querer fazer, o nada me interessar. Nada me apaixona. Ou melhor, o que me apaixona não me enche a barriga (e nem sequer lhe vejo bem os contornos, dada a confusão reinante - ou inerente, nem sei).

É estranho pensar que escrevo sobre isso aqui, às claras, ainda não percebi bem qual a razão que a isto me trouxe. Talvez queira ver um milagre internético acontecer: uma solução vinda do espaço virtual! Quem dera um milagre fosse de que natureza fosse, só para me provar que estou enganada, que afinal a vida não é só isto.

O pacote de energia está pronto a ser usado. Deixe-se de lado os rodeios: joguemos.

31 August 2011

Inverno

Está frio, é Agosto, para onde foi o Verão, I want my money back.


ou então


Os dias prosseguem de igual forma, apesar de já caminharmos para o Equinócio de Outono. Claro, refiro-me aos dias interiores e não aos das estações que se sucedem. Se me perguntarem, há muito que é Inverno, um mau e longo Inverno, em que ao prazer do frio se sobrepõe a vontade do calor; em vez de Primavera, ao Inverno triste segue-se-lhe outro Inverno triste, e outro ainda. Um após o outro carregam em si a mensagem de que o Inverno veio para ficar e dificilmente haverá outra estação que dê cor aos dias. Um pausado e duro Inverno que dura há mais tempo que o tempo. Não foi convidado, não se vai embora, instalou-se no vazio deixado por Primaveras solarengas, Verões intensos, Outonos de promessa. Se fosse possível, diria que já não espero o fim do Inverno, se conseguisse, se mentisse, diria que já não sei esperar pelo fim do frio. Preferia sentir o Inverno cá dentro sempre, preferia isso às tentativas falhadas de Primaveras falsamente doces, Verões encantadores, Outonos transformadores. As estações já não se sucedem, os dias não aumentam, nem diminuem, tudo parece ter adormecido debaixo do frio que cobre tudo. Uma verdadeira lástima ter ainda uma esperança infundada, cá no fundo, de ver o calor chegar.


Vai dar ao mesmo, ser banal ou profunda.

24 August 2011

O dia bizarria*

Durmo menos de cinco horas, acordo com o despertador, que merda, mas nem tenho de ir trabalhar, ah espera combinei mil coisas hoje, já tenho uma chamada perdida, L antecipa o encontro das 5h para as 3h, boa, ainda são duas - o despertador só está a tocar há meia-hora, parece uma, na verdade -, banho trapalhão, pequeno-almoço para o estômago que reclama, veste-se preto, óculos escuros, ala que se faz tarde, L! que saudades tuas, beijinhos, abraços, gargalhadas, palavras, poucos minutos, vais-te já embora para o aeroporto, isto mata-me o pouco que mato as saudades, lá vai ela, adeus L, adeus Neia, quatro horas, pastelaria suprema ver a O, dar-lhe as chaves do apartamento, afinal não o usei porque tenho a cabeça avariada e outros motivos que não se me ocorrem, tenho saudades suas, temos saudades do L, choramos porque já não aguentamos, perco a noção do tempo, 5:40, estou atrasada para ir ter com a C, Marginal aí estou eu, entro na reserva, não faz mal, isto aguenta, uma gota dá, conversa telefónica de auricular enfiado no ouvido, percebeste? estás zangada? assustei-me, entendeste? ainda bem, que alívio, olha, gosto muito de ti, eu também, tu tu tu tu tu, S. João do Estoril, 6:20, nada mau, C já cá estou, espera vou ter contigo, chega a C com a M ao colo, Meu Deus, está enorme, está linda, é a tua cara com a do D, tudo misturado com as orelhas no sítio e o nariz que condiz, oh, a casa nova, ah, a vista sobre o mar, o D também lá está, gostas de Little Britain, Neia? se eu gosto....! vemos um pedaço de um episódio, bolas, via mais mas já estou atrasada, vou para Lisboa jantar com a M (que tem o M com ela, no restaurante do LM e da S), já estou atrasada, Marginal de novo, instruções telefónicas para o restaurante (odeio visceralmente Telheiras mas adoro o restaurante, demónio), sai mais à frente e não pagas portagem na A5, segunda circular, saída de telheiras, merda!, saí antes, volto a entrar, saí em Telheiras, merda!!, virei no sítio errado, odeio Telheiras!, está tudo diferente, há 500 farmácias, só havia a da minha mãe, há setas a indicar farmácia para todos os lados, devem estar todos doentes os Telherenses, merda, merda, merda, curva errada, dentro da recta errada, dentro da curva erradíssima, Espera! lá está ela, a farmácia original, daqui já sei, viro à esquerda e depois à esquerda, e agora direita ou esquerda, o que disse a M ao telefone (??), vou para a esquerda, que se lixe, Cheguei!, adoro este restaurante, adoro os donos, adoro a companhia, toma lá imperial, toma lá entradas de queijo sofisticado e farinheira gourmet de lamber beiços, toma lá mesa, toma lá vinho tinto bom, toma lá prato de peixe, prato de carne, com puré de castanha, vou comer até dar puns, que se lixe, a almofada do lado não tem cabeça, conversas paralelas começam a desestabilizar, conversas carregadas de crendice rendilhada de buracos de merda, de sabedoria mal-informada e enjorcada à duas pancadas, porque a terceira morreu antes de ser dada, cabelos brancos de trazer por casa não movem verdades, ainda para mais axiomas, ó imbecil, morre!, ignóbil, que me berras aos ouvidos, serzeco vérmico, poderias secar e morrer que o mundo das ideias passaria bem sem ti, pára de berrar, ovelha capada, regurgita a tua merda para a Aveiro ou para o buraco que te viu nascer ou para o diabo que te carregue para longe, tresloucado, intrometido, não foste para aqui chamado, Vai-se embora num acto enjeitado ajeitando o casaco pelo ombro, dá as costas e gira os calcanhares, já vais tarde, cabrão, mas fodeste-me a noite, discussões inúteis que me entopem, um dia tiro o coração à navalhada cá para fora e acabou-se a conversa, só porque não tenho uma merda de uma tecla de mute que funcione, para me calar eu, para se calarem eles, apre!, chiça!, merda para isto, toma lá água com açucar, ainda tenho um ataque cardíaco ou pior, ainda me vêem a merda da Vénus em Peixes toda esfrangalhada, pronto, já a viram, calma, a M dá-me a mão, tem calma, está tudo bem, Pois, agora que já pus tudo cá fora no meio do restaurante, 'tá tudo bem, vá-lhe o adiantado da hora e os clientes (outros) já terem abalado, valha-me a boa companhia, pena que há impressões que não se apagam e palavras que marcam até a carne cheirar a porco. Hora das Despedidas. Pena. A noite acabou. Tão cedo não vejo um deles. Vai-se embora. Também ele está de abalada. Volto para casa, segunda circular, a conduzir, sem gota de álcool no sangue que se evaporou todo depois da gritaria e do "quem é que manda aqui" - se tivesse uma pila, juro, teria gritado 'tira-a para fora, velhaco, vejamos quem ganha!' -, sangue limpinho para conduzir e não condizer com a cabeça, que anda turva e aos encontrões, à merda mais a merda dos humanos e a merda das conversas incompreensíveis.
Cheguei. Net. Facebook. Gargalhadas graças ao C. Música graças ao outro C, Dancing in the Dark, The Boss, ficam-me a ecoar as palavras:
I check my look in the mirror
I wanna change my clothes, my hair, my face
Farta desta pele maluca, dos choques de egos, de gritaria, onde anda o futuro sem cretinos, vilões, merdunços?


Volta, marasmo, estás aperdoado.

* Ou dêem-me um botão de mute, por clemência.

(Tuesday, 23 August 2011 at 05:25, Facebook Notes)

23 August 2011

saudade infinita-que-não-acaba-sorte-macaca

Eu - Este sítio mata-me. Mata-me a alma...

Ele - Pfff... Neia, eu já nem tenho alma... isto já ma consumiu toda.

Eu - Vou-me embora desta cidade. Esta porcaria mata-me.

Ele - Nem penses que me deixas aqui sozinho!!



Ele - Thanks for having my back. Se me safar 'tás na minha lista de amigos para tirar do ciclo do mal



Eu - [muito mais tarde] sinto tanto a tua falta. quero tanto rir contigo e não posso, tu que me fazias rir tanto.


(Monday, 01 November 2010 at 05:20, Facebook Notes)

31 January 2011

à merda com a morte

A verdade é que se eu não tivesse vindo ao teu funeral em Novembro de 2009
A verdade é que não teria conhecido o F

Durante algum tempo
estupidamente
achei que o F era o teu presente para mim
que a tua estúpida morte tinha um sentido qualquer na minha vida

na última conversa que tivemos no metro de Old Street, ao descer as escadas rolantes, dizias que eu deveria ter era um menino como o vocalista dos Friendly Fires - e eu concordei mas expliquei que meninos assim não me cruzam o caminho.

estupidamente, achei que conhecer o F eras tu a mexer cordelinhos de espírito desencarnado.

a tua estúpida morte
é só estúpida